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domingo, 2 de janeiro de 2022

Agradecendo 2021, recebendo 2022! - Mulheres de Poder


 

 

Isadora e Bella estão em sua casa.

- Cadê a Milla que não chega? – Diz Bella impaciente.

- Calma Bella, logo elas chegam. Aproveita pra relaxar e assistir a retrospectiva 2021.

- Eu não quero, só tem coisa ruim. Eu já vi uma na internet e foi horrível. – Responde Bella.

- Não é bem assim vai...  – Diz Isadora.

- Cheguei, meninas! – Diz Milla. - Estou muito animada com a nossa viagem de Réveillon. – Ela suspira aliviada. – Pensei que isso nunca mais seria possível.

- Até que enfim você chegou! – Responde Bella. – Agora só falta a Flor.

- Oi pra você também, Bella. Está tudo bem com você?

Isadora olha para Milla e estende as mãos como quem não entende nada.

Milla se ajeita próximo a Isadora.

Horas depois Flor chega.

- Eu acho que é melhor não irmos mais. Flor você é uma irresponsável! – Diz Bella irritada. – Vamos passar o Reveillon no meio da estrada.

- Não é pra tanto, Bella. – Interfere Isadora. – Se sairmos daqui agora chegaremos na praia a tempo de ver os fogos.

- Aconteceu alguns imprevistos – Diz Flor desajeitada. – Mas não quero atrasar vocês, nem começar o ano brigando com as minhas melhores amigas.

- Mas não foi combinado ir mais cedo? O que tanto você tinha pra fazer? – Diz Bella.

- Eu tive imprevistos. – Esta energia está péssima para a entrada do ano novo, vou precisar de horas para equilibrar o meu chakras.

- Calma Flor. – Diz Milla. – Eu voto pra gente sair daqui agora, e vai dar tudo certo.

- Eu também. – Diz Isadora.

- Vamos arriscar. – Confirma Bella, aparentando mais calma.

- Então simbora, meninas. – Diz Isadora.

 

Todas entram no carro, e seguem rumo a viagem.

 

- Eu conheço um caminho alternativo, acho que estará menos trânsito. O que vocês acham? Sugere, Flor.

- Eu super topo, deve ta o maior transito pelo caminho normal.

- Que caminho é este, Flor? Você conhece mesmo? Porque logo já vai ficar noite. – Pergunta Isadora.

- Logico que conheço né, gente. Vem comigo que vocês passam de ano, literalmente.

Todas riem.

- Por mim, tudo bem. – Diz Bella. – Eu não quero ser a estraga rolê do final de ano depois da maior pandemia o século.

- OK. Que bom, como todas concordaram, vamos embora.

 

Flor está dirigindo pela estrada.

 

- Gente, acho melhor parar no próximo posto de gasolina.

- Você não abasteceu o carro, Flor? – Pergunta Isadora.

- Lógico que sim!

- Ah ta, e quer parar no posto por quê?

- Porque eu ouvi um barulho estranho.

- Ahhhhhh não! – Falam todas juntas.

- Parem de brigar, gente. Vocês me deixam mais ansiosa. – Resmunga Flor.

- Eu sabia que não chegaríamos a tempo na praia pra pular as setes ondas. – Bella revira os olhos.

Flor avista um posto de gasolina, e encosta. Após o frentista falar um tempo com Flor, ela volta para o carro.

 

- Gente, acho que não vamos conseguir sair daqui agora. – Diz Flor sem graça.

- Como assim, Flor? – Você ta louca né? – Diz Bella.

- E você está muito grossa, Bella. – Responde Flor.

- Calma gente! – Interfere Isadora. – Não começa vocês duas. – Por que não podemos seguir viagem?

- O rapaz disse que tem uma peça solta, e que é melhor a gente não seguir viagem. Ele disse que vai ligar para um primo dele que é mecânico, e disse que logo ele vem pra cá.

- E você acha que alguém vai vir pra este fim de mundo na véspera de ano novo? – Mila gargalha. – Você é muito sonhadora, amiga.

- Logico que ele vem! Não ta louco, vai mentir pra que?

- Porque as pessoas mentem, Flor. Simples assim.

- Não acredito. – Vou lá falar com ele.

Não! – Diz Isadora. – Vamos pensar aqui juntas. O que mais podemos fazer, outras opções.

- Não tem outras opções, Isadora. Véspera de ano novo, ninguém está trabalhando hoje a esta hora.

- Mas e o seguro? Eles precisam vir, porque trabalham com plantão. - Diz Flor.

- Sim, um funcionário para a cidade toda, o estado, quem sabe... de qualquer jeito, hoje fica difícil

- Mas vamos chamar, não vamos ficar paradas. – Diz Milla. – A hora que chegar, chegou.

- Você não fez a revisão neste carro, Flor. Foi só o que eu te pedi. – Diz Bella.

- Eu não consegui. – Responde Flor com a voz chorosa. – Mas eu quase não uso este carro.

Todas olham ao mesmo tempo para Flor.

- Ta bom, vou ficar quieta. – Resmunga Flor.

- Melhor mesmo. – Diz Bella irritada.

- Por que você está pegando tanto no meu pé? – Flor pergunta. – Que viagem chata com você com este mau humor. Preciso alinhar os meus chakras antes da virada!

- Para, Flor! Me deixa em paz. – Diz Bella irritada, e sai de perto.

Milla e Isadora se olham.

Isadora vai atrás de Bella.

 

- Eu não to entendendo nada! – Diz Flor.

- Calma, amiga. Eu também estou achando ela super estranha.

- Mas eu não tenho culpa, Milla.

- Eu sei, ninguém tem.

- E tudo fica brigando, que chata! Na nossa primeira viagem depois da pandemia fica estragando tudo.

- Não é bem assim né, Flor. O combinado foi de irmos com o seu carro porque era o mais novo, e porque você confirmou que faria a revisão bem antes.

- Eu sei, mas acabei esquecendo. Final de ano precisamos fazer muitas coisas.

- Eu sei, mas todo mundo precisa fazer isso...

Isadora e Bella retornam.

- Desculpa, meninas. Eu estou muito nervosa, mas na verdade não é com vocês.

Ambas ficaram quietas.

- É que este é o primeiro ano, depois de muito tempo sem contato com o pai da Sophia, e este é o primeiro final do ano que ela fica longe de mim.

- Mas que exagero, Isadora, ela não é só sua filha...

-Cala a boca, Flor. – Diz Milla entre os dentes.

- Eu sei disso, Flor. Mas é um passo difícil.

- A sua filha não vai ser criança pra sempre! Ela vai decidir os próprios passos.

- Eu vou te socar, Flor. – Diz Isadora.

Flor percebe que Bella está chorando e decide se calar.

- São muitos sentimentos envolvidos, eu sei que parece egoísta.

Flor olha para a amiga.

- Sim, é um pouco egoísta. Mas não é fácil mudar hábitos e pensamentos de um dia para o outro. – Diz Bella. – Eu conversei um pouco com a Isadora. E resolvi vir aqui falar com vocês.

- Amiga, eu te entendo. Quer dizer, quase te entendo, porque não tenho filhos. Mas me coloco no seu lugar, e imagino que deve ser uma loucura, ainda mais depois da pandemia. – Diz Milla.

- Sim, foi uma decisão do juiz. Eu jamais deixaria...

- Então, me desculpa Bella, mas amor de verdade não é isso aí não. E não adianta vocês me olharem com esta cara feia. Veja só, ela perguntou pra garota o que ela gostaria? A menina tem 11 anos, sente falta do contato com o pai, ela sempre foi próxima e querida pela família dele, a gente se sente amada quando as pessoas, no caso, nossos pais, querem estar com a gente.

- Isto é verdade, o meu pai me fez muita falta durante a minha infância e adolescência. – Resmunga Milla. – Na verdade, a família toda, primas e avó.

- Não é abrir mão dela, mas abrir mão da vaidade de só você estar com ela e saber tudo sobre o que acontece na vida dela. Sua filha é outra pessoa, Bella. E me espanta você estar se comportando assim.

- Acho que a pandemia tem a ver também, ficaram tanto tempo juntas... -  Diz Isadora.

- Sempre foi só nós duas. – Suspira Bella. – Confesso que a animação dela em passar o ano com a família do pai me incomodou bastante.

- Acho que incomodou muito né, amiga. Mal estava falando com a gente, só pra dar patada.

- Desculpem, esta é uma situação nova.

- Se acostume porque terão várias, a Sophia ta crescendo, é o ciclo da vida. 

- Nossa, o que é aquele tumulto ali! – Milla aponta para a televisão. Todas vão até la´

 

 Noticia: Houve, agora pouco, um desmoronamento na estrada alternativa que leva ao litoral norte, ainda não sabemos se existem vítimas. Mas devido ao fluxo do final de ano, é provável que existam. 

 

As meninas se olham assustadas.

- Eu não acredito que a gente se livrou disso. – Diz Isadora com as mãos na cabeça.

- Gratidão Universo. Diz Flor erguendo as mãos.

- Não dá pra acreditar! – To me tremendo. – Olhem as minhas mãos. – Diz Milla.

Bella continua calada.

- Eu não to acreditando. Parece que fomos livradas da morte. – Sussurra Bella.

- Depois de dois anos de pandemia, morrer soterrada é sacanagem né. – Responde Milla.

- Que bom que vamos passar a virada do ano num posto de gasolina. – Diz Flor. – Me desculpem pela revisão não feita, meninas. Mas eu to feliz agora. – Diz Flor extasiada.

- To feliz, meninas, emocionada. – Confessa Milla.

Todas se abraçam.

- Nada é por acaso. – Flor fala entre os soluços.

- É bom ter vocês! – Grita Isadora.

A chuva começa a cair.

- Vem vamos para o coberto, esta chuva é para limpar o que teve de ruim no ano de 2021. – Afirma Milla.

- E pra desbarrancar os morros também.

- Quieta Flor. – Exige Isadora.

- Vamos só agradecer!

- Olha o que eu trouxe! – Diz Milla com três garrafas de cerveja e uma de água. E começa a entregar para as amigas.

- E pra mim? – Pergunta Flor.

- Você não vai beber por que está dirigindo, e não fez a revisão do carro.

- Mas foi o universo que salvou as nossas vidas, porque paramos aqui.

- Flor, não tenta se livrar da revisão com um desmoronamento. – Diz Bella.

- Agora brinda com a sua água e não reclama. Você é a motorista da vez. – Milla entrega as garrafas para as amigas.

- Falta 10 minutos para a meia noite, cada uma agora faz o seu brinde. Agradecendo o ao que se foi, e recebendo o ano que chega.– Sugere Isadora.

- Eu brindo a todas as pessoas que tiveram mais uma chance de prosseguir nesta jornada, aos sobreviventes da covid. – Isadora ergue a garrafa. - E peço que para o novo ano, que tudo seja controlado, que a vacina enfim consiga colocar fim nesta doença horrível.

- Brindo a nossa oportunidade do aprendizado de hoje. – Milla ergue a garrafa. – E a todas as outras que vivemos. E para o próximo ano, que eu seja a cada dia mais forte, e que consiga ajudar outras pessoas.   

- Eu brindo as melhores amigas que o universo poderia me dar, a minha recuperação e capacidade de fazer arte até diante das desgraças do mundo. Para o próximo ano, que seja um ano melhor para todas as pessoas, e eu continue com vocês, e comigo em pleno estado de criação.

- Eu brindo a saúde da minha família, das minhas amigas, e da minha filha. Gratidão por me amarem de verdade. Amar não é sobre dizer apenas o que eu quero ouvir, é ter coragem para dizer o que precisamos ouvir. – Diz Bella emocionada. – Quero ter a chance de abraçar a minha filha novamente, e aprender a respeitar as suas vontades como ser humano.

- Que lindo, amiga! – Diz Milla.

- Ahhhh e por último quero agradecer a Flor por não ter levado o carro para fazer revisão e ter nos livrado de um deslizamento monstro! – Ela ri. – Só que não! Tinha que ter revisado o carro, sua maluca.

- Até que enfim um bom reconhecimento! – Flor levanta sua garrafa de água comemorando – Te amo amiga, amo todas vocês.

- Olhem, meninas! – Grita Isadora. – Já 00:00 h, vejam os fogos, já é 2022!

 

Todas gritam num coro.

 

- FELIZ ANO NOVOOOOOOO!



Texto: Grazy Nazario

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Cronicas do dia a dia - Conversa de Whatssap

Flor conversava empolgada no telefone quando Milla chegou com Isadora.

- Esta pronta pra baladinha? – Perguntou Milla, sem esperar que a amiga desligasse.

Flor só balançou a cabeça que sim.

- Custa esperar eu terminar de combinar o rolê  com o boy,  Milla? – Perguntou Flor.

- Como assim rolê com o boy? Nós não vamos sair hoje? – Perguntou Isadora.

- Vamos sim, mas eu chamei ele pra ir junto.

- Ele quem? - Perguntou Milla.

- O Marcinho ueh! 

- Ainda este cara? – Milla disse sarcástica. – Isso vai dar namoro.

- Acho que sim. – Flor riu.

- Eu não to ouvindo isso! – Gritou Isadora animada.

- Nossa gente! vocês não sabem o que querem mesmo! – Flor bufou. – Se falo que não quero namorar reclamam, se eu vou namorar ficam fazendo escândalo.

- Ta bom. – Milla gargalhou. – É que é engraçado, você nunca quer falar desse assunto.

- Vamos logo pra este rolê, por favor. Chega de falar disso. – Disse Flor enquanto se ajeitava pra sair.

As amigas chegaram no bar. Flor foi se encontrar com o rapaz enquanto as amigas sentaram numa mesa. O bar começou a encher e logo as amigas se perderam de vista.

 Mais tarde Flor foi até as amigas.

- Preciso ir embora. É urgente!

- Eita,  cadê o boy? - Perguntou Milla.

- Depois eu explico. Vamos antes que ele venha atrás de nós.


Isadora e Milla se assustaram, agarraram no braço da Flor e saíram.

Em casa, Isadora e Milla  pediram mais explicações para Flor.

- Espera ai Flor. Você está  dizendo que o cara que você disse que queria namorar, leu todas as suas conversas do whatsap sem a sua autorização? - Perguntou Isadora.

- Isso. - Respondeu Flor desanimada.

- E foi botar moral em você no meio da baladinha? - Isadora pôs a mão na cintura. - Os caras perderam a noção, só pode!

- Mas como você deixou isso acontecer? - Milla revirou os olhos irritada.

- Eu não deixei Milla, ele olhou escondido enquanto eu tomava banho. Eu nunca ia mostrar as minhas conversas.

- Mas como você deixou o seu celular desprotegido?! Você tem que levar o celular até no banheiro sua louca! – Disse Isadora.

- Mas ele é que foi desonesto!

- Tudo bem, mas você se descuidou. Até eu sei que o seu celular desbloqueia fazendo um F.

- É verdade. – Disse Milla levantando a mão. – Eu também sei que a senha é esta.

Flor bufou.

- Ta, mas o que ele viu? – Milla riu. – Tinha alguma coisa comprometedora?

- Varias neh! Eu tô solteira gente. Tenho meus contatinhos, os caras investem e eu fico conversando. Além de ter falado sobre ele com vocês quando o sexo não era muito bom... E coisas que a gente conversa na intimidade! 

- Vixi! – Isadora pôs a mão na cabeça. – Ai deu ruim.

- Você também não aquieta esse facho, né Flor.

- A minha agenda é cheia mesmo, eu ainda não estava namorando com ele. Bom que não dispensei ninguém bacana!  

- Nossa que mancada, o coitado deve ta se sentindo traído!

- Milla! – Isadora e Flor gritaram juntas.

- Ele não é um coitado. – Gritou Isadora. – Ele invadiu a privacidade da Flor, expôs a vida dela e não respeitou as decisões dela. Que tipo de namorado este cara seria?

- Você ta certa Isadora. – Resmungou Flor. – Ele foi muito canalha de fazer isso. Eu não tenho vergonha de nada que estava lá, ele é que tem que ter e não falar comigo nunca mais!

- Imagina se você olhasse o celular dele, podia ter de tudo lá também, ele  não é santo.
Se esta desconfiado deve estar devendo! - Resmungou Isadora.

- Claro que sim!

- Caramba gente! Pensei que a Flor ia desencantar e namorar o cara, vocês formavam um casal tão bonitinho! - Disse Milla.

- Namorar pra isso, prefiro ficar sozinha! Se esta assim sem namoro, quando namorar vai querer fazer inspeção no celular todos os dias.

- Verdade, relação sem confiança não tem condições.

- Eu estava gostando dele, mas é só parar! - Flor riu.- Vou ficar de boa e sem confusão.

Flor levantou.

- Vou pegar uma cerveja.

Flor voltou  com três long neck.

- Vamos beber, por que depois dessa... - Disse Isadora. 

- Não fica triste Flor. – Disse Milla. – Você  pensa em perdoar isso? 

- Não! - Flor esbravejou. - Isso não é pra perdão.

- Ah... Eu queria ver você namorando! - Milla riu.

- Chega desse assunto Milla. - Disse Isadora. - Vamos tentar terminar esta noite deixando a Flor mais calma.

- Do jeito que a Flor é, logo vai sair com o Gustavo. Ele ta te chamando para um programa dez, semana que vem. Fazer o que né!

- Pera ai ! - Disse Flor olhando as mensagens no celular. - Como você sabe dessas coisas.

Milla gargalhou.

- Você ainda não mudou a letra F!

- Cachorra!

- Muda logo esta senha, que até o seu gato já sabe! - Isadora gargalhou.

- Não! Vou comprar um celular que desbloqueia com a digital. Sua curiosa e incherida!

- É brincadeira. Mas ta vendo como você é desligada?

- Eu vou usar números! - Disse Flor.

- Boa ideia. – Milla riu. – Só não usa a data do seu aniversário por que todas as suas senhas de banco já estão com este número.

Todas se olharam e riram! 


Texto: Grazy Nazario.








quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Prazer sem tamanho - Crônicas do dia a dia



- Meninas, ontem enfim sai com o Paulão! – Disse Flor empolgada.

- Ebaaaaa! – Milla falou ao correr pela sala da amiga. – Até que enfim! – Ela bateu palmas.

- Me conta tudo sua maníaca sexual. – Exigiu Isadora enquanto saboreava sua marguerita. – Ela riu. – Conta logo, ele mandou bem?

- Vamos Flor, pare de matar a gente de curiosidade. – Isabela sentou no sofá e fixou os olhos na amiga. – Quero saber dos detalhes sórdidos.

- Vocês nem imaginam. – Ela torceu o lábio, e balançou a cabeça. – Foi uma decepção.

- Como assim amiga, com aquele bíceps e tanquinho! – Retrucou Milla. – Você ta brincando.

- Lógico que eu não ia brincar com isso Milla, o cara foi horrível!

- Mas o que aconteceu? Vocês não se sentiram á vontade um com o outro, ou não rolou química mesmo? – Perguntou Isabela.

- Já sei! Ele tem o pinto pequeno! – Isadora gargalhou.

- Até que não, o instrumento dele tem um tamanho bom. – Flor riu. – É que ele não sabe usar mesmo, ficou se olhando no espelho o tempo todo, colocando uma força nada a ver, parecia que estava na academia puxando ferro, o cara foi um mala.

- Meu Deus!  Tanta demora e suspense ele fez, e o cara é sem noção!? Aposto que não se preocupou com seu prazer. – Milla cruzou os braços emburrada.

- Gata, ele se preocupou com o espelho. – Flor bebeu cerveja. – Garanto que não tem nada a ver com o tamanho, ele não sabe usar mesmo.

- Como assim, vai dizer que você acha que tamanho não é documento?- Perguntou Isadora.
- Eu acho que é documento sim. – Gritou Milla. – Gosto de um documento grande e bem apresentável.

- Eu não concordo. – Disse Isabela. – Posso dizer que o mais importante é se entenderem nas preliminares, posições e no tempo certo.

- Você só namorou dois caras Isabela, e não transou com muitos além deles. – Milla se intrometeu.

- E o que isso tem a ver Milla? – Disse Isabela

- Ué, que você não te muito parâmetro. – Milla riu.

- Calma gente, eu concordo com a Isabela. – Flor se jogou no sofá. – Tamanho não é o mais importante. Mas eu compro do tamanho que eu quero na lojinha! – Ela gargalhou.

- Mas tem a sua importância, se fosse assim ninguém queria sexo com penetração, ficariam sós nas preliminares e tava linda! – Milla insistiu.

- Eu já namorei um japonês. – Gritou Isabela. – E o dele tinha um tamanho normal.

- Ta, mas ele mandava bem? – Perguntou Isadora.

- Não! – Isabela gargalhou. – Caraca, a gente ta mal hein!

- Eu já fiquei com negão, e o tamanho “super” é lenda, mas ele foi bacana. – Disse Isadora.

- Eu já sai com um super dotado! – Milla gargalhou. – Foi maravilhoso. – Mas ele se achava muito, ficou me dando canseira pra sair de novo. – Ela revirou os olhos. – Estes caras são folgados...

- Para Milla! – interrompeu Flor.

- Eu não ia dizer nada demais. – Milla fez cara de desentendida.


– Estamos falando de tamanho de pinto e performance sexual, e isso não tem nada a ver com romance ou namoros. – A moça sorriu suavemente. – Já sei onde você vai chegar com essa conversa.

- Nossa que falta de romantismo. – Ela torceu a boca descontraída. – Namorar um cara que transa bem é muito bom tá!

- Sim, é o CEU! Mas não é este o caso agora. – Flor se levantou, e gesticulou com as mãos. – O caso é como eles se comportam com as mulheres, em tempos que sabemos diferenciar quando uma transa é boa ou ruim.

- Entendi, gostei disso. – Milla sorriu. – Podemos falar disso com alguma propriedade. - Mas continuo gostando dos que tem um grande “potencial”.

- Eu também acho que quando maior pode ser mais divertido, por que se o cara não mandar muito bem no resto, pelo menos dá pra falar de alguma sensação né. – Isadora se divertiu.

- Dor também é sensação ta gente! – Isabela se levantou. – Essa conversa ta me dando arrepios.

- Eu acho que é relativo. – Flor se intrometeu. – Eu já transei com um cara que tinha o pinto pequeno e não era grosso. - Ela riu descontroladamente. – Mas ele mandava super bem, sai com ele várias vezes, era muito bom. – Ela fez cara de prazer. – Acho que vou ver se ele ainda esta na minha lista de contatos.  

- Então quer dizer que estes caras super bombados não funcionam bem? – Disse Isadora. – Pensei que fosse lenda.

- Comigo não rolou. Mas pode ser que funcione. – Disse Flor.

- Para o sexo ser bacana, acho que ser tudo na medida, tamanho, química e pegada, e o Paulão não se importar com nada disso é mega decepcionante. Aff, já que vai fazer que faça direito neh. – Disse Isadora com as mãos na cintura.

 – Que chato, colocar uma lingerie nova, roupa, se preparar toda pra não sentir uma gotinha de prazer. Muito babaca. – Milla Cruzou os braços.  

 Flor se levantou e pegou o celular. E em seguida voltou decepcionada.

- O que foi Flor, por que fez esta cara?  - Perguntou Isadora. – Não me diga que esta preocupada se o Paulão te ligou.

- Imagina, quem iria querer viver aquele horror de novo? – Ela ficou pensativa. – E... Duvido que ele fale comigo de novo, sé se fosse bem resolvido. – Ela revirou os olhos. – O que é difícil para homens desse tipo.

- Mas o que você fez pra ele? - Disse Milla.

- Nada demais, mas acho que ele não gostou muito. Eu tinha levado os meus brinquedinhos, e ele não quis nem olhar. Então depois que ele parou e me deixou na vontade eu fui ao banheiro, e disse a ele que sentiria prazer sozinha. – Flor olhou pra amiga com cara de safada.

- Você não fez isso sua louca?

 As três gritaram com os olhos esbugalhados.

- E por que eu não faria? Ele ficou bravo, mas a esta hora já estava sem força pra qualquer coisa, pediu pra eu esperar um pouco, mas eu estava cansada. Varias marcas roxas!

- Você enlouqueceu. – Afirmou Isadora com a boca aberta.

- Ele ficou tanto tempo agindo como se estivesse competindo que se esqueceu do mais importante, interagir. – Flor deu de ombros. 

- Você tem razão! – Milla gaguejou. – Ele mereceu.

- Assim, quem sabe quando ele sair com outra garota aprenda a ouvir e se importar, sexo é troca de prazer. – Flor levantou o copo em brinde.

- Verdade. – Riu Isadora. – Mas acho que pro Paulão só uma coisa ajuda.

- O que? – Disse Flor.

- Que tirem todos os espelhos do motel!





Texto: Grazy Nazario.


sábado, 25 de agosto de 2018

Calcinha de dormir - Crônicas do dia a dia


Isabela entrou no carro e ligou o motor, saiu as pressas enquanto ouvia o tagarelar da amiga.
Em menos de duas quadras o carro levou uma fechada de uma moto, a moça pensou rápido e saiu pra sua direita. Ouviu-se a derrapada forte, o carro que vinha no sentido contrário tentou desviar, mas bateu próximo a porta da motorista, prensando toda a parte dianteira.

Isabela soltou um grito, e em seguida começou a chorar.

- Esta tudo bem com você Bela? Fala comigo Isabela, por favor! – Perguntou Isadora com tranquilidade.
- To bem. – Respondeu a moça. –  Eu não consigo mexer o meu pé, deve estar preso em algum lugar. – Ela resmungou controlando a respiração e aos poucos se acalmando.

Cerca de trinta minutos depois chegou a ambulância, Isadora e Isabela conversavam quando um homem alto e forte chegou próximo do carro onde estavam as amigas.

- Bom dia senhoras. Estão conscientes? – Perguntou o homem.

- Muito bem. – Respondeu Isadora entre os dentes. - Melhor agora.

- Por favor, Isadora. - Ele veio me socorrer. – Isabela sorriu.

– A minha amiga esta com o pé preso na lataria. – Isadora disse imediatamente.

- Meu nome é Jota. Deixa eu olhar como estão as coisas por ai.

O homem examinou a parte que estava prendendo as pernas de Bella.

- Espero que não goste muito dessa calça.  Ele sorriu descontraído. - Vamos tirar você daí. – Ele disse em confiante. – E saiu em direção a ambulância.

As meninas riram presunçosas.

- Nossa que profissional da saúde! – Isadora se abanou. – No meu trabalho não tem nenhum desse ai, nem para fazer de colírio para os olhos. – Ela gargalhou. – Seria bom demais, ou não ia prestar, por que ninguém ia trabalhar.

Isadora olhou pra amiga e viu seu semblante fechar, de uma hora pra outra seu rosto ficou pálido, e sua boca pareceu querer arroxear.  Isabela estava preocupada demais, ou prestes a desmaiar.

- O que foi garota? - Isadora gritou.

- O que ele disse sobre a calça? - Perguntou Isabela como se tivesse em transe.

- Ele falou aquilo porque a sua calça deve ser toda cortada neh, isso é normal. 

- Eu não posso ir para o hospital. – Respondeu a motorista com convicção. 

- Que isso garota! Ta devendo o que? - Retrucou Isadora.

- Não to devendo, não quero ir. – Disse a moça com a voz alterada.

O atendente da emergência chegou:

- Vamos lá moça, acabar com isso ai.

- Eu não quero ir para o hospital Jota, me deixe ir pra casa. Eu estou bem. – Isabela tentou ser convincente, mesmo com a voz fraca dissimulando a dor. 

- Eu não entendi essa agora Jota, garota estranha. – Isadora resmungou.

Isabela fixou os olhos na amiga. e passou a mexer todos os músculos faciais possíveis, era o nariz entortando, a boca gemendo, os olhos piscando desesperadamente, tudo ao mesmo tempo.

Isadora percebeu que tinha algo errado, mas ainda assim caiu na gargalhada.

- To entendendo é nada!

Isabela começou a mexer a cabeça em direção a sua virilha. A amiga arregalou os olhos.

- Eu vou te matar Isadora! – Disse Isabela enquanto Jota e mais um agente tirava o seu pé das ferragens. 

Em seguida ela gritou. 

– Ta doendo muito, ta insuportável.

- Pelo que vi o seu pé esta quebrado em três partes, isso é serio. Vai precisar de cirurgia. - Afirmou Jota

- Não! – Isabela berrou.

Todos a olharam. 

Em menos de dois minutos ela estava na ambulância a caminho do hospital, as duas amigas enfim estavam a sós.

- Não entendi nada das suas macaquices Isabella, você ficou se estremecendo toda. – Você ta afim do boy? Não tem problema...

-  Fica quieta. - Isabela cochichou. – E eu lá tenho cara de fazer uma coisa dessas, parece que não me conhece! – Ela respirou fundo. - Eu to com uma calcinha rasgada. – Seu rosto  ficou vermelho, mais que a lua em dia de eclipse.

Isadora abriu uma boca imensa, maior mesmo só os seus olhos de espanto.

- Como você sai de casa pra me levar numa consulta com uma calcinha rasgada?! – Ela ergueu o corpo e pôs a mão na cintura. – Você é louca, só pode!

- Eu não ligo muito pra essas coisas, você sabe. – Respondeu Isabela.

- Percebe-se. – Isadora bufou. – De quanto a respeito de rasgada estamos falando?

- Muito. – Isabela engoliu seco.

- Você  disse que não liga né, então por que tanta preocupação afinal. – Ela revirou os olhos. – Se é uma pessoa que não tem condições financeiras eu entenderia, mas você esta bem colocada no mercado de trabalho, isso é desleixo já!

- Não exagera! Eu estava atrasada, sai com a calcinha que usei pra dormir.

- Entendi. Desleixo e preguiça!

- Exagero seu. – Resmungou Isabela.

 Chega! – Isadora ameaçou a rir. – Eu não quero saber mais dessa historia. – Você não liga mesmo, então pode parar com isso. Não pode deixar de operar o pé por conta de uma calcinha furada, deixe o medico pensar que rasgou no acidente.

As duas gargalharam como loucas.

- Imagina se isso acontece comigo, eu sofro um desmaio! – Brincou Isadora. – Calcinha rasgada eu jogo fora. Não da pra usar um troço que não tape nada! Isso é auto cuidado.

- Ta bom, ta bom! Chega de sermão. Eu aprendi a lição, não ligo de usar calcinha rasgada, mas alguém ver é bem constrangedor.

- Vão tirar a sua roupa toda, inclusive a calcinha. – Isadora ficou um pouco pensativa e  riu compulsivamente.

- O que foi?

- Nada... – Isadora balançou a cabeça. – Hoje você faz a equipe de enfermagem rir a toa.  

- Isso, ta me ajudando muito. –Ela fulminou a amiga. - Estou muito melhor depois desse nosso papo.

O carro parou na entrada de emergência.

-  O que me consola é que nada pode ficar pior. – Resmungou Isabela.

O médico chegou, olhou para o pé da acidentada.

- Que coincidência boa, uma fratura em três partes, é disso que eu preciso. - O medico levantou a mão e chamou uma moça. - Peça para todos os estagiários da emergência vir para a sala de cirurgia do terceiro andar, farei uma cirurgia de algo que estamos acompanhando esta semana. São um total de 25 pessoas.

Isabela empalideceu, enquanto sua maca era empurrada para a sala de cirurgia olhou para a amiga,  mexendo a cabeça desesperadamente.



A cirurgia enfim foi um sucesso, pouco após terminar Isabella estava no quarto.

Ficou ansiosa quando viu a amiga na porta.

- Vai ficar tudo bem comigo, o médico disse que dificilmente ficarei com alguma dificuldade pra andar ou correr, e se eu me cuidar bem em alguns meses estarei 100%.

- Isso é maravilhoso. – Isadora disse feliz.

- Eu acho que o médico percebeu que eu estava constrangida por conta da calcinha, que não tinha um furo, aquilo era um  tiro  de canhão. Eu pedi pra ele não chamar os estagiários.

- Nossa que coragem, e ele disse o que? - Questionou Isadora.

- Que ali eu era um instrumento para estudo, e que estava contribuindo para formar médicos e ajudar pessoas a se saírem bem de uma fratura como a minha. E também falou que a medicina é bem clara quanto à questões de ética e profissionalismo. 

- Nossa, ele é bom!

- Sim, eu fiquei muito mais tranquila, depois disso relaxei, eu já tava ali mesmo não é! – Isabela sorriu. – Não tinha o que fazer, decidi não me preocupar.  

- Verdade. – Isso é bom. - Garantiu Isadora.

Flor e Milla apareceram na porta do quarto.

- Oi meninas! – Que bela visita.

- Bela, me diz que você não é a Isabela da calcinha furada do leito 12? – Perguntou Milla com o semblante preocupado.

Todas as amigas se olharam simultaneamente, e em seguida para o numero abaixo da cama. N-12.

Isabela Ficou vermelha de raiva.

- Malditos estagiários!

Texto: Grazy Nazario. 





quarta-feira, 18 de julho de 2018

Mulheres de Poder - Sexo Seguro


Sexo Seguro


 O Encontro


No bar a musica tocava em ritmo dançante, Isadora estava aflita, não parava de remexer os pés.
- Vamos dançar garota! – Disse Flor no ritmo da musica. - Olha essa musica que maravilha!
- Não consigo Flor! – Respondeu Isadora.  – Estou preocupada e ansiosa.
- Amiga, poder ter certeza de que ele vem. – Milla gargalhou. -  Depois  dessa canseira de quase quatro meses de espera pra uma transa. – Ela riu. – Não demora e ele já chega.
- Eita, todo este tempo só conversando com o cara? – Flor arregalou os olhos. – Então este é o Sandro, seu ex-namorado de dez anos atrás!
- Também não exagera né Flor, não nos vemos há uns oito anos. – Ela revirou os olhos indignada. - E sim, estamos conversando a alguns meses.
- Ow mulher difícil! – Brincou Flor.
- Não é questão de querer ser difícil, eu queria saber qual é a dele comigo. Se for pra gente sair só pra uma transa, eu já fico sabendo disso.
- Entendi. – Flor respondeu pensativa. - E você conseguiu saber o que ele quer?
- Não faço a menor ideia! – Isadora gargalhou. – Eu estou rindo, mas é de nervoso.
Neste momento um homem alto, negro e de porte forte chegou, cumprimentou todas as meninas, e em Isadora deu um beijo na boca. Flor apontou uma cadeira e o convidou a sentar. Sandro foi gentil, mas disse que preferia não se juntar a elas. Esperou que Isadora se despedisse das amigas, e os dois saíram.
Isadora e Sandro chegaram ao motel em ritmo de lua de mel, Sandro estava animado, Isadora era a própria rainha. Assim que se beijaram, e o clima começou a esquentar Isadora perguntou:
- Você trouxe preservativo?
- Como? – Ele disse sem jeito.
- Se você não trouxe não tem problema, pega ali que eu tenho. – Respondeu Isadora apontando na direção de sua bolsa.
- Calma. – Disse Sandro enquanto dava mais uns beijos em sua suposta amada. – Sabe o que é minha linda, camisinha é muito ruim, aperta, machuca, incomoda muito!
- Não vem como este papinho não, Sandro! – Isadora se enfureceu. Levantou da cama irritada, e foi vestindo as poucas peças que tinha começado a tirar. – Eu não acredito que um homem da sua idade vai querer se comportar como um adolescente inconsequente.
- Não exagera! – Respondeu Sandro. – Você sabe que é ruim.
- Ruim é ter uma doença, ou engravidar de uma pessoa que mal conheço, por que esta com frescura pra se prevenir, não dá pra acreditar nisso.
- Deixa de marra. Deita aqui que eu faço você esquecer tudo isso, confia em mim. – Disse Sandro.  
- Perdi a vontade! – Ela cruzou os braços.
 - Não é possível que você vai me deixar na mão! – Sandro levantou da cama irritado.
- Não me enche que eu já estou azeda! – Ela suspirou. – Você sabia que eu fui arrumar meu cabelo, fiz depilação, unhas, passei meu perfume importado para ocasiões mega especiais e coloquei esta roupa que me deixa linda! Tudo a troco de raiva.
- Não estamos numa boa por que você não quer. – Resmungou Sandro.
- Me poupe! – Ela se exaltou. – Pare de tentar passar a responsabilidade pra mim, eu vim até aqui com um proposito, mas não sou obrigada a não me proteger porque você não esta se importando com a sua saúde, ou com a minha. Você esta tentando me intimidar evitando o sexo, quando o óbvio era você se prevenir sem eu precisar pedir.
 - Só acho que não sou um qualquer, não precisa dessa desconfiança toda.
- Eu definitivamente não vou discutir isso com você.
Passado pouco mais de duas horas, Flor dançava e Milla mexia no celular. Isadora entrou pela porta do bar apressada.
- O que você esta fazendo aqui mulher? – Milla arregalou os olhos. – Nossa já voltou. Que trepada rápida foi essa.
- O que aconteceu Isadora? Por que essa cara de quem quer agredir alguém?- Perguntou Flor enquanto se ajeitava na cadeira.
- Vocês não vão acreditar! – Respondeu Isadora com os punhos fechados. – Má hora que eu resolvi dar uma chance pra um cretino desses. Em seguida Isadora contou o acontecido as amigas.
Milla e Flor se olharam no mesmo tempo. Ficaram poucos segundos em silêncio, como se buscassem o que dizer diante da “não transa” da amiga.
- É, realmente não pode. – Respondeu Milla. – Quer dizer que você vai ficar na seca por mais um tempo né amiga. – Ela gargalhou.  
- Não fala assim da nossa enfermeira de plantão. – Flor riu. – Mas o cara não é nada seu, ta se achando demais.  
- Eu não o via a anos, nem sei com quem ele anda. – O cara é louco, e se eu sou uma porra louca?
- Enrolando mais de quatro meses pra transar não é porra louca mesmo! – Se intrometeu Milla.
- Você entendeu sua maluca! – Disse Isadora com a voz visivelmente mais tranquila.
- Verdade, se ele não quis usar camisinha com você é por que não usa com ninguém. – Flor balançou a cabeça.
- Você teve muita personalidade amiga, o que você fez foi muito difícil, eu não sei se conseguiria. - Muito babaca este cara! – Disse Milla.
- Então aprenda para o seu próprio bem, você precisa se cuidar, nenhuma outra pessoa fará isso por você. Qualquer pessoa tem contatinho pra sexo, se for pra ser assim que seja pelo menos sexo seguro né. Não dá trocar um momento de prazer pra ter problemas o resto da vida.
 – Mas tem uma coisa que esta me intrigando. – Flor fez cara de desentendida. - Como você conseguiu vir com ele do motel até aqui depois de todo este barraco?
- Você parece que não me conhece! - Isadora gargalhou desesperadamente. – De jeito nenhum eu entraria no carro daquele maluco. – Respondeu com cara de quem fez arte.
- O que você fez? – Flor arregalou os olhos.
Isadora pegou o copo de cerveja e tomou quase tudo de uma vez.
- Ele não me trouxe, eu o larguei trancado no quarto do motel e vim embora, ele que se vire. E tem outra coisa, ele que não me ligue, por que quem não quer  falar com ele sou eu.





Texto por: Grazy Nazario.

Não é só no circo que tem palhaço

  Flor chega em casa furiosa. Joga a bolsa no sofá, bebe água e olha o celular. Percebe que tem pelo menos dez mensagens. Ignora todas e b...